Sobre a Maré Clara

Uma redação pequena, com o olhar voltado para baías, enseadas e quem organiza a vida em torno delas.

A Maré Clara surgiu em conversas de café entre pessoas que passaram anos caminhando trilhas de costa no Sul e no Sudeste. Não faltavam guias de praia nem portais de notícias, mas faltava um espaço que tratasse o litoral como geografia vivida — com nomes locais, marés, rotinas de pesca e histórias que não cabem em um cartão-postal.

Escolhemos o nome por causa daquela hora em que a água fica clara o suficiente para enxergar o fundo da enseada. É um instante breve, quase discreto, mas que muda a forma como se enxerga a paisagem. Queremos esse tipo de atenção nos textos: sem sensacionalismo, sem pressa de viralizar.

O que publicamos

Reportagens sobre enseadas protegidas, formação de baías, comunidades pesqueiras, erosão costeira e mudanças na linha do mar. Também publicamos notas mais curtas quando algo relevante acontece em uma região que já acompanhamos — sempre com contexto, nunca só a manchete.

Não vendemos passeios, não fazemos parceria com operadoras de turismo e não publicamos conteúdo patrocinado disfarçado de reportagem. Quando recebemos sugestão de pauta de leitor, tratamos com o mesmo critério editorial das demais.

Como trabalhamos

Cada texto passa por revisão de fatos e checagem de nomes geográficos. Preferimos visitar o lugar quando possível; quando não dá, deixamos claro que a reportagem se baseou em entrevistas remotas e documentos. Atualizamos matérias quando surgem correções relevantes — a data de atualização aparece no rodapé de cada página.

Somos duas pessoas na redação principal: Lúcia, com formação em geografia costeira, e Marcos, repórter com foco em comunidades litorâneas. Colaboradores ocasionais assinam seus próprios textos.

Ao longo dos meses, ampliamos o arquivo de nomes locais para enseadas pouco citadas em mapas comerciais. Esse trabalho não pretende ser exaustivo: é um registro em construção, aberto a correções de quem conhece cada baía de perto e disposto a compartilhar o que observa na rotina costeira.

Quando uma reportagem exige retorno em marés diferentes ou entrevistas com várias famílias de pesca, alongamos o prazo em vez de publicar um texto incompleto. Preferimos cadência modesta — duas ou três matérias por semana — a volume que não sustenta verificação. Esse ritmo também nos permite revisar grafias antigas e denominações usadas só localmente, detalhes que fazem diferença para quem conhece a região.

Fale conosco

Correções, sugestões de pauta e mensagens gerais: [email protected]. Para entender como tratamos fontes e erros, leia nossa política editorial.

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